• Luiza Miccoli

A quebra do formalismo jurídico no ato de peticionar.

Atualizado: Abr 8


Já me questionaram porque as minhas petições não seguem o formalismo e a uniformidade deste ato. Imediatamente justifiquei que sempre que as minhas petições referem-se a arrematações, sim, elas possuem uma estética própria, quebrando o formalismo que entendo excessivo e, atualmente, incabível.

A resposta é simples. Atender às solicitações de clientes, na sua grande maioria, ultrapassa a esfera jurídica, exigindo que o advogado tenha compreensão de que aquele negócio representa exclusivamente investimento financeiros para o arrematante. O cliente somente almeja obter o seu título aquisitivo devidamente registrado e a posse livre do bem. Por isso, conciliar os atos processuais e a morosidade do Poder Judiciário, me obriga a pleitear pelos atos expropriatórios com objetividade e, principalmente, que todos os pedidos sejam atendidos na sua integralidade e rapidez. Assim, as minhas petições representam a ansiedade do cliente e contribuir/facilitar aos serventuários e ao juiz pelo deferimento do meu pedido. Advogar para arrematantes vai muito além de formalizar ritos e atos processuais, exige se colocar no papel do seu cliente e do dinheiro ora investido.

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